PERMANECER PARA APRENDER: ENFRENTANDO A DESMOTIVAÇÃO, AS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM E A EVASÃO ESCOLAR
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-120Palabras clave:
Desmotivação, Dificuldades de aprendizagem, Evasão escolar, Permanência escolar, Práticas pedagógicasResumen
A permanência escolar não se limita à matrícula ou à frequência dos estudantes, pois pressupõe condições efetivas de participação, pertencimento e aprendizagem. Nesse contexto, a desmotivação, as dificuldades de aprendizagem e a evasão escolar constituem fenômenos complexos, atravessados por dimensões pedagógicas, relacionais, familiares, socioeconômicas e institucionais. Este artigo tem como objetivo analisar as relações entre esses três fenômenos, discutindo práticas pedagógicas e institucionais capazes de favorecer a permanência dos estudantes com aprendizagem. Metodologicamente, caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa, bibliográfica, exploratória e interpretativa, tendo como corpus principal três produções acadêmicas: o artigo de Santos (2024), sobre o desinteresse escolar na América Latina; a dissertação de Garcia (2022), dedicada às dificuldades e aos transtornos de aprendizagem no contexto das práticas pedagógicas; e o estudo de Ramos e Gonçalves Junior (2024), voltado ao abandono e à evasão escolar a partir das perspectivas dos sujeitos envolvidos. A análise evidencia que a desmotivação não pode ser compreendida como uma disposição exclusivamente individual, assim como as dificuldades de aprendizagem não devem ser reduzidas a limitações do estudante. Do mesmo modo, a evasão não ocorre necessariamente de forma repentina, podendo representar a culminância de um processo de afastamento progressivo da escola. Conclui-se que promover a permanência exige identificação precoce das dificuldades, diversificação das práticas pedagógicas, fortalecimento dos vínculos, escuta dos estudantes, formação docente e articulação entre escola, família e rede de proteção.
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