A TUTELA JUDICIAL COLETIVA DO DIREITO À SAÚDE COMO INSTRUMENTO DE EFETIVAÇÃO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS E DE PROTEÇÃO DOS DIREITOS SOCIAIS
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-275Palavras-chave:
Direito à saúde, Direitos sociais, Judicialização da saúde, Políticas públicas, Tutela coletivaResumo
O artigo analisa a tutela judicial coletiva do direito à saúde como instrumento de concretização das políticas públicas e de proteção dos direitos sociais no Brasil. Investiga-se de que maneira ações coletivas podem enfrentar omissões administrativas que comprometem serviços essenciais sem substituir indevidamente as escolhas de gestão. A pesquisa é bibliográfica e documental, de abordagem qualitativa, fundada na Constituição Federal, na legislação processual, em estudos científicos e na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Examinam-se a dimensão coletiva do direito à saúde, os instrumentos processuais, a atuação das instituições legitimadas, os parâmetros jurisprudenciais e a efetividade do cumprimento das decisões. Os resultados indicam maior consistência da intervenção judicial quando há identificação de falhas estruturais comprovadas e definição de objetivos verificáveis. Planos de implementação e critérios de equidade fortalecem essa resposta. Conclui-se que a tutela coletiva pode ampliar o acesso à saúde quando articulada à participação social, à informação técnica e à cooperação federativa. O acompanhamento dos resultados sanitários evita que o reconhecimento judicial permaneça apenas no plano formal (Brasil, 1988).
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