INTEGRALIDADE DO CUIDADO À SAÚDE DA MULHER NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-194Palavras-chave:
Atenção Primária à Saúde, Estratégia Saúde da Família, Integralidade em Saúde, Saúde da Mulher, Sistema Único de SaúdeResumo
A integralidade do cuidado à saúde da mulher constitui um dos fundamentos do Sistema Único de Saúde e pressupõe atenção capaz de reconhecer necessidades que se modificam ao longo do curso de vida, superando a histórica concentração da assistência no ciclo gravídico-puerperal. Este estudo teve como objetivo analisar como a Atenção Primária à Saúde e a Estratégia Saúde da Família organizam e ofertam cuidado integral às mulheres no Brasil, identificando barreiras, desigualdades e fatores organizacionais relacionados ao acesso, à longitudinalidade e à coordenação do cuidado. Trata-se de revisão integrativa da literatura, com recorte entre 2016 e agosto de 2026. O relatório de busca utilizado como base recuperou registros no Elicit e PubMed, submetidos a etapas de triagem e leitura integral. Para esta síntese, foram selecionados 15 estudos com maior aderência ao objeto, diversidade temática e pertinência ao contexto brasileiro da APS. Os achados foram organizados em cinco eixos: permanência do enfoque materno-reprodutivo; ampliação do cuidado ao longo do curso de vida; violência, diversidade e iniquidades; território, coordenação e organização da APS; e equipe multiprofissional e Estratégia Saúde da Família. Os resultados mostram avanços de cobertura nas ações maternas e reprodutivas, porém persistem descontinuidades no puerpério, lacunas em saúde mental e envelhecimento, barreiras relacionadas à violência e à diversidade sexual, desigualdades territoriais e falhas de coordenação com serviços especializados. A atuação dos agentes comunitários de saúde e a organização territorial da ESF aparecem como elementos relevantes para a qualidade da atenção. Conclui-se que a integralidade permanece parcialmente realizada e exige ampliação do escopo assistencial, qualificação das equipes, fortalecimento da coordenação em rede e estratégias orientadas à equidade.
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