ENTRE PERMANECER E PERTENCER: O PAPEL DO ACOLHIMENTO NA PERMANÊNCIA ESTUDANTIL EM ESCOLAS DE TEMPO INTEGRAL
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-045Palavras-chave:
Permanência estudantil, Evasão escolar, Educação integral, Acolhimento, PertencimentoResumo
A evasão escolar permanece como um dos principais desafios da educação brasileira, revelando a necessidade de compreender não apenas os fatores que afastam os estudantes da escola, mas também os elementos capazes de favorecer sua permanência. Embora os avanços das políticas públicas tenham ampliado o acesso à educação básica, garantir que crianças e jovens permaneçam na escola, estabeleçam vínculos positivos com o ambiente escolar e atribuam sentido às experiências de aprendizagem ainda constitui uma demanda urgente. Nesse contexto, o presente artigo tem como objetivo discutir a permanência estudantil em escolas de tempo integral, destacando o acolhimento, o sentimento de pertencimento e a construção de relações significativas como estratégias fundamentais no enfrentamento da evasão escolar. Trata-se de uma pesquisa de natureza bibliográfica, fundamentada em estudos sobre evasão escolar, educação integral, relações escolares e desigualdades educacionais. Dialoga-se com autores como Bourdieu, Charlot, Arroyo, Freire, Nóvoa, Vygotsky, Moll, Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro, além de documentos legais que asseguram o direito à educação. A análise evidencia que a evasão escolar é um fenômeno complexo e multifatorial, associado a questões sociais, econômicas, familiares e também às dinâmicas internas da instituição escolar. Nesse sentido, superar esse desafio exige deslocar o olhar da simples permanência física do estudante para a construção de uma permanência qualificada, marcada pelo reconhecimento, pela escuta, pela valorização das trajetórias individuais e pela criação de espaços educativos mais democráticos e inclusivos. Conclui-se que as escolas de tempo integral apresentam significativo potencial para a promoção do pertencimento e do desenvolvimento integral dos estudantes, desde que a ampliação do tempo de permanência esteja associada a práticas pedagógicas acolhedoras, à valorização dos sujeitos e à construção de uma comunidade escolar comprometida com a equidade e a formação humana.
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