A ALIMENTAÇÃO ESCOLAR COMO UM DOS MEIOS PARA A EFETIVAÇÃO DO DIREITO À EDUCAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-118Palabras clave:
Alimentação escolar, Aprendizagem, Políticas públicas, Programa Nacional de Alimentação Escolar, Segurança alimentarResumen
A alimentação escolar constitui um direito humano fundamental e uma política pública estratégica para a promoção da saúde, da segurança alimentar e da efetivação do direito à educação. Este artigo tem como objetivo analisar a relação entre alimentação escolar, aprendizagem e permanência dos estudantes na escola, destacando a contribuição do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica e documental, fundamentada em documentos legais e normativos, bem como em referenciais teóricos das áreas da educação, da saúde pública e da segurança alimentar. A análise evidencia que a alimentação escolar ultrapassa a função de suprir necessidades nutricionais, assumindo importante papel pedagógico, social e cultural ao favorecer a formação de hábitos alimentares saudáveis, valorizar a cultura alimentar, fortalecer a agricultura familiar e promover o desenvolvimento sustentável. À luz das contribuições de autores como Saviani e das diretrizes do Guia Alimentar para a População Brasileira, compreende-se que a garantia de condições materiais adequadas, entre elas o acesso à alimentação, constitui elemento relevante para favorecer a aprendizagem, o desenvolvimento integral e a permanência dos estudantes na escola. Conclui-se que o PNAE representa uma política pública essencial para a redução das desigualdades sociais, a promoção da cidadania e da justiça social, contribuindo para a construção de uma educação pública democrática, inclusiva e de qualidade e reafirmando a alimentação escolar como elemento fundamental para o desenvolvimento humano e para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes.
Descargas
Citas
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Presidência da República, 1988.
BRASIL. Emenda Constitucional nº 64, de 4 de fevereiro de 2010. Altera o art. 6º da Constituição Federal para introduzir a alimentação como direito social.
BRASIL. Lei nº 11.346, de 15 de setembro de 2006. Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (LOSAN). Brasília, DF, 2006.
BRASIL. Lei nº 11.947, de 16 de junho de 2009. Dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar e do Programa Dinheiro Direto na Escola aos alunos da educação básica. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 17 jun. 2009.
BRASIL. Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Resolução CD/FNDE nº 6, de 8 de maio de 2020. Dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar aos alunos da educação básica no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Brasília, DF, 2020.
BRASIL. Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Resolução CD/FNDE nº 20, de 2 de dezembro de 2020. Altera a Resolução CD/FNDE nº 6/2020. Brasília, DF, 2020.
BRASIL. Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Caderno de Legislação do Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE. Brasília, DF: FNDE, 2023.
BRASIL. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Resolução CD/FNDE nº 6, de 8 de maio de 2020. Dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar aos alunos da educação básica no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE. Brasília, DF: FNDE, 2020. Disponível em: https://www.gov.br/fnde/pt-br/acesso-a-informacao/legislacao/resolucoes/2020/resolucao-no-6-de-08-de-maio-de-2020/view. Acesso em: 20 jul. 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Guia Alimentar para a População Brasileira. 2. ed. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2014.
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social. Marco de Referência de Educação Alimentar e Nutricional para as Políticas Públicas. Brasília, DF: MDS, 2012.
CASTRO, Josué de. Geografia da fome. 10. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1984.
CAVALCANTI, Leonardo de Almeida. Efeitos de uma intervenção em escolares do ensino fundamental I, para a promoção de hábitos alimentares saudáveis. Tese de Mestrado, 2009, Brasília. Disponível em: https://portalrevistas.ucb.br/index.php/rbcm/article/view/2408. Acesso em: 20 jul. 2026.
FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO (FNDE). PNAE: Programa Nacional de Alimentação Escolar. Brasília, DF: FNDE, 2026. Disponível em: https://www.gov.br/fnde/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/programas/pnae. Acesso em: 20 jul. 2026.
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A ALIMENTAÇÃO E AGRICULTURA (FAO). School food and nutrition framework. Rome: FAO, 2019.
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A ALIMENTAÇÃO E AGRICULTURA (FAO). School meals coalition. Rome: FAO, 2022.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Healthy diet. Geneva: World Health Organization, 2020.
SOUZA, L.B. P; SOUSA, N.H de. Nutrição escolar: promovendo a igualdade e o desenvolvimento infantil por meio da alimentação saudável. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação. São Paulo, v.9.n.09. Set, 2023. Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/11250/4939. Acesso em: 18 jul. 2026.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-CompartirIgual 4.0.
Autores concordam com os seguintes termos:
a) Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a LicençaAttribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International, que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial na Revista SAS. A licença permite o uso, a distribuição e a reprodução irrestrita, em qualquer meio, desde que devidamente citada a fonte. Essa licença permite também que outros remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho para fins não comerciais, desde que atribuam a você o devido crédito e que licenciem as novas criações sob termos idênticos.
b) Não cabe aos autores compensação financeira a qualquer título, por artigos ou resenhas publicados na South American Sciences.
c) Os conceitos expressos nos artigos publicados na South American Sciences são de inteira responsabilidade de seus autores.

