A LIBRAS COMO COMPONENTE CURRICULAR NA EDUCAÇÃO BÁSICA BRASILEIRA: FORMAÇÃO DOCENTE, EDUCAÇÃO BILINGUE E INCLUSÃO DE ESTUDANTES SURDOS NO ENSINO REGULAR
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-090Palabras clave:
Acessibilidade comunicacional, Cultura surda, Mediação linguística, Políticas educacionais, Práticas pedagógicasResumen
O estudo analisa a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como componente curricular na educação básica brasileira, considerando sua relevância para a formação docente, a educação bilíngue e a inclusão de estudantes surdos no ensino regular. Parte-se do contexto de avanços legais relacionados ao reconhecimento da Libras, mas também da persistência de barreiras linguísticas, pedagógicas e curriculares que dificultam a participação efetiva dos estudantes surdos na escola comum. O problema consistiu na distância entre a previsão normativa da acessibilidade comunicacional e a efetivação de práticas escolares bilíngues, ainda frequentemente restritas à presença do intérprete. O objetivo deste artigo foi analisar como a inserção da Libras no currículo pode contribuir para ampliar a comunicação, fortalecer a formação docente e promover a inclusão escolar. A metodologia utilizada foi uma revisão de escopo, de abordagem qualitativa, orientada pela matriz PRISMA e pela análise de conteúdo de Bardin. Os resultados indicam que a Libras deve ser compreendida como língua natural, visual-espacial, culturalmente situada e indispensável à escolarização de estudantes surdos. Verifica-se que a inclusão depende de formação docente, materiais bilíngues, metodologias visuais e ambientes linguisticamente acessíveis. Conclui-se que a Libras como componente curricular favorece uma educação básica mais inclusiva, bilíngue, participativa e coerente com o direito de aprender.
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