IMPACTOS DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA NA SAÚDE FÍSICA E MENTAL DE MULHERES NO PUERPÉRIO
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-078Palabras clave:
Humanização do parto, Puerpério, Saúde materna, Saúde mental, Violência obstétricaResumen
O estudo aborda os impactos da violência obstétrica na saúde física e mental de mulheres no puerpério, por meio de uma revisão bibliográfica que reúne evidências científicas sobre as consequências dessa forma de violência durante o ciclo gravídico-puerperal. A pesquisa teve como objetivo analisar os principais impactos físicos e psicológicos decorrentes de práticas desrespeitosas e abusivas durante a assistência ao parto, bem como discutir a importância da humanização do cuidado e da atuação dos profissionais de saúde na prevenção dessas ocorrências. A metodologia adotada consistiu na consulta a artigos científicos, livros, documentos oficiais e publicações indexadas em bases de dados nacionais e internacionais, selecionados conforme critérios de relevância e atualidade. Os resultados evidenciaram que a violência obstétrica está associada ao aumento de complicações físicas, dificuldades na recuperação pós-parto, prejuízos ao vínculo materno-infantil e maior ocorrência de transtornos emocionais, como ansiedade, depressão pós-parto e estresse pós-traumático. Conclui-se que o enfrentamento desse problema requer a implementação de práticas assistenciais humanizadas, o fortalecimento das políticas públicas voltadas à saúde da mulher e a capacitação contínua dos profissionais, visando garantir uma assistência segura, ética e baseada no respeito aos direitos das mulheres.
Descargas
Citas
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2016.
BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes nacionais de assistência ao parto normal. Brasília: Ministério da Saúde, 2017.
DINIZ, Carmen Simone Grilo. Humanização da assistência ao parto no Brasil: os muitos sentidos de um movimento. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 10, n. 3, p. 627-637, jul./set. 2005.
D'OLIVEIRA, Ana Flávia Pires Lucas; DINIZ, Simone Grilo; SCHRAIBER, Lilia Blima. Violence against women in health-care institutions: an emerging problem. The Lancet, London, v. 359, n. 9318, p. 1681-1685, 2002.
GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2019.
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2021.
LEAL, Maria do Carmo; GAMA, Silvana Granado Nogueira da; PEREIRA, Ana Paula Esteves et al. Intervenções obstétricas durante o trabalho de parto e parto em mulheres brasileiras de risco habitual. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 30, supl. 1, p. S17-S32, 2014.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Prevenção e eliminação de abusos, desrespeito e maus-tratos durante o parto em instituições de saúde. Genebra: Organização Mundial da Saúde, 2014.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. WHO recommendations: intrapartum care for a positive childbirth experience. Geneva: World Health Organization, 2018.
SENA, Ligia Moreiras; TESSER, Charles Dalcanale. Violência obstétrica no Brasil e o ciberativismo de mulheres mães: relato de duas experiências. Interface: Comunicação, Saúde, Educação, Botucatu, v. 21, n. 60, p. 209-220, 2017.
ZANARDO, Gabriela Lemos de Pinho; URIBE, Maria Claudia; NADAL, Alessandra Haddad; HABIGZANG, Luísa Fernanda. Violência obstétrica no Brasil: uma revisão narrativa. Psicologia & Sociedade, Belo Horizonte, v. 29, e155043, 2017.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-CompartirIgual 4.0.
Autores concordam com os seguintes termos:
a) Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a LicençaAttribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International, que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial na Revista SAS. A licença permite o uso, a distribuição e a reprodução irrestrita, em qualquer meio, desde que devidamente citada a fonte. Essa licença permite também que outros remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho para fins não comerciais, desde que atribuam a você o devido crédito e que licenciem as novas criações sob termos idênticos.
b) Não cabe aos autores compensação financeira a qualquer título, por artigos ou resenhas publicados na South American Sciences.
c) Os conceitos expressos nos artigos publicados na South American Sciences são de inteira responsabilidade de seus autores.

