HESITAÇÃO VACINAL COMO AMEAÇA GLOBAL À SAÚDE PÚBLICA: ANÁLISE DOS FATORES ASSOCIADOS À REDUÇÃO DAS COBERTURAS VACINAIS E SEUS REFLEXOS EPIDEMIOLÓGICOS NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-036Palabras clave:
Hesitação vacinal, Saúde pública, Cobertura vacinal, Imunização, EpidemiologiaResumen
A hesitação vacinal como ameaça global à saúde pública constitui um fenômeno crescente que compromete o controle de doenças imunopreveníveis e desafia os sistemas de saúde em diferentes contextos sociais. Trata-se de uma revisão bibliográfica que teve como objetivo analisar os fatores associados à redução das coberturas vacinais e seus reflexos epidemiológicos no Brasil. A metodologia consistiu na consulta e análise de produções científicas, documentos institucionais e dados epidemiológicos relacionados ao comportamento vacinal, à percepção de risco e às taxas de imunização. Os resultados evidenciaram que fatores como desinformação, disseminação de notícias falsas, insegurança quanto à eficácia e segurança das vacinas, dificuldades de acesso aos serviços de saúde e redução da percepção da gravidade de doenças imunopreveníveis contribuem para a queda das coberturas vacinais. Observou-se ainda o reaparecimento de doenças anteriormente controladas e o aumento da vulnerabilidade coletiva decorrente da diminuição da imunidade populacional. Conclui-se que o enfrentamento da hesitação vacinal requer estratégias integradas de educação em saúde, fortalecimento das políticas públicas e ampliação da confiança da população nos programas de imunização.
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