EVIDÊNCIAS NEUROPSICOLÓGICAS DO USO DA NEUROMODULAÇÃO EM ADULTOS COM TEA: DESAFIOS E POSSIBILIDADES
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-114Palavras-chave:
Adultos, Funções Executivas, Neuromodulação, Neuropsicologia, Transtorno do Espectro AutistaResumo
Transtorno do Espectro Autista (autismo) na vida adulta impõe demandas adaptativas complexas que exigem da neuropsicologia intervenções complementares às abordagens tradicionais. Este estudo teve como objetivo investigar as evidências neuropsicológicas, os desafios metodológicos e as possibilidades clínicas decorrentes do uso da neuromodulação não invasiva em adultos com autismo. Realizou-se uma revisão integrativa da literatura nas bases de dados PubMed, SciELO e ScienceDirect, selecionando artigos primários e de revisão focados em populações acima de 18 anos submetidas à Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC) e à Estimulação Magnética Transcraniana Repetitiva (EMTr). As evidências atuais apontam que a modulação de alvos como o Córtex Pré-Frontal Dorsolateral (CPFDL) e o Sulco Temporal Superior posterior (pSTS) resulta no incremento das funções executivas, flexibilidade cognitiva e cognição social. Verificou-se também que protocolos inibitórios reduzem a sobrecarga sensorial e o estado de burnout autista por meio da atenuação da Rede de Modo Padrão (DMN). Os principais desafios residem na heterogeneidade fenotípica do espectro, na escassez de parâmetros dosimétricos padronizados para cérebros maduros e no viés de avaliação decorrente do diagnóstico tardio e do uso de camuflagem social (masking). Conclui-se que a neuromodulação não atua de forma isolada, mas atua como uma ferramenta catalisadora que abre uma janela de oportunidade plástica. O seu potencial máximo se concretiza quando associada de forma sincrônica ao treino neuropsicológico e à reabilitação cognitiva estruturada, consolidando rotas sinápticas funcionais que promovem autonomia e qualidade de vida global ao adulto no espectro.
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