VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE: DESAFIOS NA DETECÇÃO PRECOCE E RESPOSTA A SURTOS DE DOENÇAS EMERGENTES
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-037Palavras-chave:
Vigilância epidemiológica, Sistema Único de Saúde, Doenças emergentes, Saúde pública, Detecção precoceResumo
A vigilância epidemiológica no Sistema Único de Saúde aborda os desafios relacionados à detecção precoce e à resposta eficiente frente aos surtos de doenças emergentes, considerando sua importância para a proteção da saúde coletiva. O presente trabalho caracteriza-se como uma revisão bibliográfica, com o objetivo de analisar os principais obstáculos enfrentados pelo sistema de vigilância epidemiológica brasileiro e discutir estratégias que fortaleçam sua capacidade de monitoramento e intervenção. A metodologia baseou-se na análise de produções científicas e documentos institucionais sobre vigilância em saúde, doenças emergentes e organização dos serviços públicos de saúde. Os resultados indicaram que fatores como subnotificação de casos, desigualdades regionais, limitações tecnológicas, insuficiência de recursos humanos e dificuldades na integração entre os diferentes níveis de atenção comprometem a rapidez das respostas aos surtos. Em contrapartida, observou-se que o investimento em sistemas de informação, capacitação profissional e fortalecimento das redes de monitoramento favorece ações mais eficazes e oportunas. Conclui-se que o aprimoramento contínuo da vigilância epidemiológica é essencial para ampliar a capacidade do SUS na prevenção, controle e enfrentamento de doenças emergentes.
Downloads
Referências
BARATA, Rita Barradas. O desafio das doenças emergentes e a revalorização da epidemiologia descritiva. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 31, n. 5, p. 531–537, out. 1997.
BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde. 5. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Vigilância em Saúde no Brasil 2003–2019: da criação da Secretaria de Vigilância em Saúde aos dias atuais. Boletim Epidemiológico, Brasília, v. 50, n. esp., p. 1–154, set. 2019.
GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.
LUNA, Expedito José de Albuquerque. A emergência das doenças emergentes e as doenças infecciosas emergentes e reemergentes no Brasil. Revista Brasileira de Epidemiologia, São Paulo, v. 5, n. 3, p. 229–243, 2002.
MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 14. ed. São Paulo: Hucitec, 2014.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. International Health Regulations (2005). 3. ed. Geneva: World Health Organization, 2016.
PAIM, Jairnilson Silva. O que é o SUS. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2015.
SILVA, A. C.; SOUSA, R. M.; ALMEIDA, T. P. Desafios da vigilância epidemiológica frente às doenças emergentes no contexto brasileiro. Revista Geográfica Acadêmica, Boa Vista, v. 18, n. 1, p. 45–61, 2024.
TEIXEIRA, Carmen Fontes; VILASBÔAS, Ana Luiza Queiroz. Vigilância em saúde no Sistema Único de Saúde: conceitos e práticas. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 19, n. 10, p. 4201–4210, 2014.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Autores concordam com os seguintes termos:
a) Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a LicençaAttribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International, que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial na Revista SAS. A licença permite o uso, a distribuição e a reprodução irrestrita, em qualquer meio, desde que devidamente citada a fonte. Essa licença permite também que outros remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho para fins não comerciais, desde que atribuam a você o devido crédito e que licenciem as novas criações sob termos idênticos.
b) Não cabe aos autores compensação financeira a qualquer título, por artigos ou resenhas publicados na South American Sciences.
c) Os conceitos expressos nos artigos publicados na South American Sciences são de inteira responsabilidade de seus autores.

