RELAÇÕES DE TRABALHO NA ERA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: AUTOMAÇÃO, SUBSTITUIÇÃO DA FORÇA DE TRABALHO E AS MEDIAÇÕES SOCIAIS DO FUTURO DO TRABALHO

Autores

  • Eric de Melo Lima
  • Joelson Lopes da Paixão
  • Filipe Molinar Machado
  • Rodrigo José Leite Cavalcante
  • Jansley Hudson de Oliveira
  • Mateus Sangoi Frozza
  • Yasmin da Silva Fermin
  • Claudio Augusto Kelly

DOI:

https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-003

Palavras-chave:

Inteligência artificial, Automação, Relações de trabalho, Renda básica universal, Plataformização

Resumo

Este artigo examina as transformações nas relações de trabalho impulsionadas pela expansão da inteligência artificial (IA) e pela automação de tarefas burocráticas, repetitivas e cognitivamente padronizáveis. O estudo tem como objetivo analisar criticamente o impacto da IA nas ocupações, nas exigências de qualificação, nas desigualdades sociais e nas respostas institucionais, problematizando a tese determinista de que o progresso tecnológico conduz inerentemente à emancipação ou à precarização da força de trabalho. Estruturada metodologicamente como um ensaio teórico-crítico, esta pesquisa emprega a abordagem de revisão narrativa da literatura. O corpus, oriundo de bases de dados acadêmicas amplamente reconhecidas, abrange o período do final do século XX até 2025, com foco específico nas publicações pós-2023 referentes à IA generativa. Como sua principal contribuição analítica, este trabalho propõe um modelo de três mediações articuladas — regulatório-jurídica, formativo-educacional e redistributivo-fiscal —, sintetizadas em um quadro heurístico. Esse modelo avalia as condições sob as quais a IA pode operar como um recurso social compartilhado, em vez de um mecanismo de concentração de riqueza. A discussão é fundamentada empiricamente no contexto brasileiro, utilizando dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para contextualizar a informalidade laboral e o cruzamento das desigualdades de gênero e raça no mercado de trabalho. Por fim, o artigo argumenta que os efeitos socioeconômicos da IA não derivam da tecnologia isoladamente, mas sim das mediações sociais, jurídicas, educacionais e políticas que organizam a sua apropriação coletiva, com particularidades adicionais diante das restrições estruturais das economias semiperiféricas.

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Publicado

2026-06-01

Como Citar

Lima, E. de M. ., da Paixão, J. L. ., Machado, F. M. ., Cavalcante, R. J. L. ., de Oliveira, J. H. ., Frozza, M. S. ., Fermin, Y. da S. ., & Kelly, C. A. . (2026). RELAÇÕES DE TRABALHO NA ERA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: AUTOMAÇÃO, SUBSTITUIÇÃO DA FORÇA DE TRABALHO E AS MEDIAÇÕES SOCIAIS DO FUTURO DO TRABALHO. South American Sciences, 6(2), 1–26. https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-003