PRÁTICAS CORPORAIS E PARTICIPAÇÃO NO CUIDADO PSICOSSOCIAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA EM UM CAPS II
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-182Palabras clave:
Centros de Atenção Psicossocial, Educação Física, Práticas corporais, Residência multiprofissional, Saúde mentalResumen
A atenção psicossocial requer práticas de cuidado capazes de reconhecer os usuários em sua integralidade e ampliar suas possibilidades de convivência, expressão e participação. Nesse contexto, as práticas corporais podem compor o cuidado quando orientadas pelas singularidades dos sujeitos, e não por padrões homogêneos de desempenho. O objetivo deste artigo é relatar e analisar uma experiência de práticas corporais recreativas conduzida por uma residente de Educação Física em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) II de Teresina, Piauí. Trata-se de relato descritivo-reflexivo referente a uma atividade realizada em 15 de julho de 2026, durante a Semana “Cuidar Brincando, Brincar Cuidando”. Participaram aproximadamente 25 usuários adultos, além de profissionais do serviço. A intervenção, com duração de uma hora e dez minutos, compreendeu acolhimento, aquecimento com música e comandos corporais, circuito recreativo, queimada adaptada, volta à calma e roda de conversa. A reconstrução reflexiva organizou-se em três eixos: adaptação e participação possível; acolhimento da resistência inicial; e trabalho multiprofissional e formação em serviço. A heterogeneidade do grupo exigiu simplificação de regras, flexibilização dos movimentos e diferentes formas de execução. A resistência inicial de alguns usuários foi gradualmente substituída por maior envolvimento, favorecido pelo diálogo, pelo incentivo e pelo apoio da equipe e dos próprios participantes. A roda de conversa permitiu acolher impressões espontâneas e identificar interesse em novas atividades. Embora uma vivência pontual não permita afirmar efeitos clínicos ou terapêuticos, a experiência evidenciou que práticas corporais flexíveis podem produzir oportunidades de participação, convivência e expressão no cotidiano do CAPS.
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