INOVAÇÃO BIOTECNOLÓGICA E EFICÁCIA CLÍNICA DA PAPAÍNA NO REPARO DE FERIDAS: DA EXTRAÇÃO SUSTENTÁVEL À SINERGIA COM A FOTOBIOMODULAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-135Palabras clave:
Biotecnologia, Cicatrização de Feridas, Desbridamento Enzimático, Fotobiomodulação, PapaínaResumen
O tratamento de feridas complexas representa um importante desafio assistencial e econômico, demandando estratégias que combinem desbridamento enzimático eficiente e estímulo à regeneração tecidual. A papaína, enzima proteolítica extraída da Carica papaya L., destaca-se pela degradação seletiva de tecidos desvitalizados sem lesionar o parênquima hígido. Paralelamente, avanços em bioprocessos impulsionaram métodos de extração sustentável e a imobilização em matrizes nanostruturadas, aumentando sua estabilidade físico-química e viabilidade comercial. A associação da papaína à fotobiomodulação (FBM) surge como uma abordagem sinérgica promissora, atuando simultaneamente na limpeza do leito lesado e no estímulo bioenergético mitocondrial. Este estudo objetivou analisar as evidências científicas acerca da inovação biotecnológica da papaína e seu potencial sinérgico com a fotobiomodulação no reparo tecidual. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura desenvolvida segundo o referencial de Whittemore e Knafl, que mapeou rotas de obtenção, sistemas de liberação, aspectos críticos de segurança e desfechos clínicos em bases internacionais (PubMed, ScienceDirect, Scopus, SciELO e Web of Science). Os achados indicam que a fototerapia potencializa a neovascularização, a síntese de colágeno e o controle do estresse oxidativo, complementando a ação enzimática da papaína. Conclui-se que essa integração tecnológica representa um avanço significativo para a terapia avançada de feridas, embora a padronização de protocolos clínicos permaneça como um campo em expansão.
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