O DESPERTAR DO ESPELHO: O PROCESSO DE IDENTIFICAÇÃO DA SUPERDOTAÇÃO NA VIDA ADULTA, SEUS IMPACTOS PSICOSSOCIAIS E AS INTERSECÇÕES COM O TDAH E O TEA
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-123Palabras clave:
Diagnóstico diferencial, Dupla excepcionalidade, Superdotação no adulto, TDAH, Transtorno do Espectro AutistaResumen
O fenômeno das Altas Habilidades ou Superdotação (AH/SD) na vida adulta permanece subidentificado, cenário que se agrava diante da complexa sobreposição fenotípica com transtornos do neurodesenvolvimento. O presente estudo teve como objetivo analisar o processo de identificação da superdotação na maturidade, investigando os impactos psicossociais desse diagnóstico tardio e suas intersecções clínicas com o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Metodologicamente, realizou-se uma Revisão Integrativa da Literatura nas bases de dados SciELO, Portal de Periódicos da CAPES e Google Scholar. Os resultados apontam para dois fenômenos críticos: o misdiagnosis (diagnóstico errôneo), no qual as sobreexcitabilidades psicomotoras e o envolvimento com a tarefa são confundidos, respectivamente, com a hiperatividade do TDAH e os interesses restritos do TEA; e a Dupla Excepcionalidade (2e), caracterizada pela coexistência de AH/SD e um dos transtornos no mesmo indivíduo, gerando um mecanismo de mascaramento mútuo que atrasa o suporte clínico. Diante da ausência de identificação, o adulto recorre ao camouflaging social, cujo custo metabólico culmina em exaustão e burnout. Em contrapartida, a confirmação diagnóstica tardia atua como uma poderosa intervenção terapêutica, desencadeando um processo dialético entre o alívio retrospectivo da validação neurobiológica e o luto pelas potencialidades que foram sufocadas ou tratadas de forma puramente patológica ao longo da vida.
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