GLOCALIZAÇÃO DIGITAL E CRESCIMENTO EMPRESARIAL: A PLATAFORMA HEETCH COMO CATALISADOR DA TRANSFORMAÇÃO DIGITAL DAS PMES EM ANGOLA (2022-2024)
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-058Palabras clave:
Angola, Economia Digital, Glocalização Digital, Heetch, Pequenas e Médias Empresas, Plataformas Digitais, Transformação DigitalResumen
A presente investigação analisa o fenómeno da glocalização digital enquanto vetor de transformação empresarial nas economias emergentes africanas, tomando como estudo de caso a plataforma Heetch no mercado angolano no período de 2022 a 2024. O conceito de glocalização digital, entendido como a adaptação contextualizada de tecnologias globais às especificidades dos mercados locais, constitui o eixo teórico central deste artigo. A pesquisa adotou abordagem metodológica mista, combinando questionários estruturados (n=115), entrevistas semiestruturadas (n=20) e análise documental. Os resultados evidenciam que a plataforma Heetch funcionou como catalisador efetivo do crescimento das Pequenas e Médias Empresas (PMEs), com 71,3% dos condutores parceiros a reportarem aumento médio de 35% no rendimento mensal após a adesão. A análise de regressão linear múltipla identificou o tempo de permanência na plataforma (β=0,42; p<0,001), a utilização de pagamento digital (β=0,31; p<0,01) e a participação em formações (β=0,28; p<0,05) como preditores significativos do crescimento do rendimento. Verificou-se ainda que 76,5% dos participantes percecionaram aumento da competitividade empresarial, com destaque para os sistemas de geolocalização (média 4,3/5) e de avaliação (média 4,1/5). O estudo contribui para o corpo teórico da economia digital em contextos africanos, demonstrando que o sucesso das plataformas digitais em mercados emergentes depende decisivamente da sua capacidade de adaptação às realidades socioeconómicas, infraestruturais e culturais locais.
Descargas
Citas
AFRICAN DEVELOPMENT BANK [AfDB]. (2023). African economic outlook 2023: Ordinary business in extraordinary times. African Development Bank Group.
BANCO MUNDIAL. (2021). Digital development overview. World Bank.
BANCO MUNDIAL. (2023). Angola digital economy diagnostic report. World Bank. https://doi.org/10.1596/39478
BANISTER, D. (2008). The sustainable mobility paradigm. Transport Policy, 15(2), 73-80. BARDIN, L. (2011). Análise de conteúdo (4.a ed.). Edições 70.
CASTELLS, M. (2010). The rise of the network society: The information age: Economy, society and culture (2nd ed., Vol. 1). Wiley-Blackwell.
CHEN, L., & XU, W. (2022). Platform economy and gig work in emerging markets: Evidence from sub-Saharan Africa. Journal of Development Economics, 158, 102907.
COOK, C., DIAMOND, R., HALL, J., LIST, J., & OYER, P. (2021). The gender earnings gap in the gig economy: Evidence from over a million rideshare drivers. Review of Economic Studies, 88(5), 2210-2238.
CRESWELL, J. W., & PLANO CLARK, V. L. (2018). Designing and conducting mixed methods research (3rd ed.). SAGE Publications.
DRUCKER, P. (1999). Inovação e espírito empresarial. Editora Câmara Brasileira do Livro.
GEELS, F. W. (2018). Disruption and low-carbon system transformation: Progress and new challenges in socio-technical transitions research and the Multi-Level Perspective. Energy Research & Social Science, 37, 224-231.
GSMA. (2024). The mobile economy: Sub-Saharan Africa 2024. GSMA Intelligence.
HOWSON, K., ABEBE, M. S., D'CRUZ, P., & BIRKS, M. (2020). A global snapshot of the platform economy. International Labour Organization Working Paper.
HUANG, J., BUDD, L., & ISON, S. (2021). Information and communication technologies and the mobility of air passengers: A conceptual analysis. Transport Reviews, 41(2), 182-200.
ILO. (2021). The world employment and social outlook 2021: The role of digital labour platforms in transforming the world of work. International Labour Organization.
ILO. (2023). Decent work and the social and solidarity economy. International Labour Organization.
INE ANGOLA. (2024). Indicadores socioeconómicos de Angola 2024. Instituto Nacional de Estatística de Angola.
INACOM. (2024). Relatório anual de estatísticas de telecomunicações 2023-2024. Instituto Angolano das Comunicações.
KATZ, L. F., & KRUEGER, A. B. (2019). The rise and nature of alternative work arrangements in the United States, 1995-2015. ILR Review, 72(2), 382-416.
NDUNG'U, N. (2019). How digital credit is changing the face of financial inclusion in Africa. Brookings Institution.
NHANTUMBO, J. J. (2022). Digital transformation of SMEs in Mozambique: Challenges and opportunities. Journal of African Business, 23(4), 1-18.
NKOSI, M., & MUNYOKA, W. (2020). Digital transformation in South African SMEs: A systematic literature review. South African Journal of Information Management, 22(1), a1187.
OECD. (2019). OECD SME and entrepreneurship outlook 2019. OECD Publishing.
OECD. (2021). The digital transformation of SMEs. OECD Studies on SMEs and Entrepreneurship.
PARKER, G., VAN ALSTYNE, M., & CHOUDARY, S. P. (2016). Platform revolution: How networked markets are transforming the economy. W. W. Norton & Company.
PORTER, M. E. (1985). Competitive advantage: Creating and sustaining superior performance. Free Press.
PORTER, M. E., & HEPPELMANN, J. E. (2014). How smart, connected products are transforming competition. Harvard Business Review, 92(11), 64-88.
PREBISCH, R. (1950). The economic development of Latin America and its principal problems. United Nations.
ROBERTSON, R. (1995). Glocalization: Time-space and homogeneity-heterogeneity. In M. Featherstone et al. (Eds.), Global modernities (pp. 25-44). SAGE.
ROGERS, D. L. (2016). The digital transformation playbook: Rethink your business for the digital age. Columbia Business School Publishing.
SACHS, J. D. (2015). The age of sustainable development. Columbia University Press. SCHUMPETER, J. A. (1982). Teoria do desenvolvimento económico (3.a ed.). Fundo de Cultura. (Obra original publicada em 1911).
SCHWAB, K. (2016). A quarta revolução industrial. Edições Actual. SRNICEK, N. (2017). Platform capitalism. Polity Press.
TAPSCOTT, D. (1996). The digital economy: Promise and peril in the age of networked intelligence. McGraw-Hill.
TEECE, D. J., PISANO, G., & SHUEN, A. (1997). Dynamic capabilities and strategic management. Strategic Management Journal, 18(7), 509-533.
UNITED NATIONS. (2015). Transforming our world: The 2030 agenda for sustainable development. UN.
VIAL, G. (2019). Understanding digital transformation: A review and a research agenda. The Journal of Strategic Information Systems, 28(2), 118-144.
WEILL, P., & WOERNER, S. L. (2018). What's your digital business model? Harvard Business Review Press.
YIN, R. K. (2018). Case study research and applications: Design and methods (6th ed.). SAGE Publications.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-CompartirIgual 4.0.
Autores concordam com os seguintes termos:
a) Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a LicençaAttribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International, que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial na Revista SAS. A licença permite o uso, a distribuição e a reprodução irrestrita, em qualquer meio, desde que devidamente citada a fonte. Essa licença permite também que outros remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho para fins não comerciais, desde que atribuam a você o devido crédito e que licenciem as novas criações sob termos idênticos.
b) Não cabe aos autores compensação financeira a qualquer título, por artigos ou resenhas publicados na South American Sciences.
c) Os conceitos expressos nos artigos publicados na South American Sciences são de inteira responsabilidade de seus autores.

