VIOLÊNCIA ESCOLAR E BULLYING CONTRA ESTUDANTES COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: VULNERABILIDADES, IMPACTOS E ESTRATÉGIAS INCLUSIVAS

Autores

  • Anildo dos Santos Barbosa
  • Giuliana Ribeiro Carvalho
  • Graziela Rosemere Airozo
  • José Roberto de Santana
  • Mara Luciane da Silva Furghestti
  • Marcelo Ramos Goularte
  • Márcio Luiz Oliveira de Aquino
  • Plinio da Silva Andrade
  • Rubens Palhares da Fonseca

DOI:

https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-217

Palavras-chave:

Bullying, Educação inclusiva, Transtorno do Espectro Autista, Violência escolar

Resumo

A violência escolar constitui relevante desafio para instituições de ensino, pois pode comprometer o desenvolvimento dos discentes e a construção de ambientes inclusivos. Dentre suas manifestações, o bullying destaca-se pelos impactos psicológicos, físicos, sociais, educacionais e comportamentais que pode produzir, sobretudo quando direcionado a discentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Este estudo analisa, por meio de pesquisa bibliográfica e documental, manifestações do bullying contra estudantes com TEA, fatores associados à vulnerabilidade, impactos dessa violência e aspectos relacionados a prevenção e enfrentamento, na perspectiva da educação inclusiva. Trata-se de pesquisa qualitativa, de natureza descritiva, fundamentada em artigos científicos, livros, legislações e documentos oficiais. As análises indicam que a vulnerabilidade ao bullying não decorre exclusivamente das características do TEA, mas da interação entre particularidades individuais, barreiras presentes no ambiente escolar e condições institucionais insuficientes para acolher a diversidade. Identificou-se que diferenças relacionadas à comunicação, interação social, participação escolar e ao processamento sensorial, associadas à falta de informação e à presença de práticas excludentes, podem ampliar a exposição desses educandos à discriminação, ao isolamento e às agressões. Dentre os impactos identificados, estão sofrimento emocional, isolamento social, dificuldades de aprendizagem e prejuízos à permanência escolar. Os estudos evidenciam que a prevenção requer políticas institucionais permanentes, formação continuada, apoio aos profissionais, condições adequadas de trabalho, identificação oportuna das ocorrências, participação das famílias e práticas pedagógicas inclusivas. Conclui-se que o enfrentamento do bullying constitui responsabilidade institucional, coletiva e intersetorial, envolvendo poder público, sistemas de ensino, instituições escolares, famílias e comunidade na efetivação dos direitos assegurados.

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Publicado

2026-09-28

Como Citar

Barbosa, A. dos S. ., Carvalho, G. R. ., Airozo, G. R. ., de Santana, J. R. ., Furghestti, M. L. da S. ., Goularte, M. R. ., de Aquino, M. L. O. ., Andrade, P. da S. ., & da Fonseca, R. P. . (2026). VIOLÊNCIA ESCOLAR E BULLYING CONTRA ESTUDANTES COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: VULNERABILIDADES, IMPACTOS E ESTRATÉGIAS INCLUSIVAS. South American Sciences, 6(2), e26443. https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-217

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