VIOLÊNCIA ESCOLAR E BULLYING CONTRA ESTUDANTES COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: VULNERABILIDADES, IMPACTOS E ESTRATÉGIAS INCLUSIVAS
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-217Palavras-chave:
Bullying, Educação inclusiva, Transtorno do Espectro Autista, Violência escolarResumo
A violência escolar constitui relevante desafio para instituições de ensino, pois pode comprometer o desenvolvimento dos discentes e a construção de ambientes inclusivos. Dentre suas manifestações, o bullying destaca-se pelos impactos psicológicos, físicos, sociais, educacionais e comportamentais que pode produzir, sobretudo quando direcionado a discentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Este estudo analisa, por meio de pesquisa bibliográfica e documental, manifestações do bullying contra estudantes com TEA, fatores associados à vulnerabilidade, impactos dessa violência e aspectos relacionados a prevenção e enfrentamento, na perspectiva da educação inclusiva. Trata-se de pesquisa qualitativa, de natureza descritiva, fundamentada em artigos científicos, livros, legislações e documentos oficiais. As análises indicam que a vulnerabilidade ao bullying não decorre exclusivamente das características do TEA, mas da interação entre particularidades individuais, barreiras presentes no ambiente escolar e condições institucionais insuficientes para acolher a diversidade. Identificou-se que diferenças relacionadas à comunicação, interação social, participação escolar e ao processamento sensorial, associadas à falta de informação e à presença de práticas excludentes, podem ampliar a exposição desses educandos à discriminação, ao isolamento e às agressões. Dentre os impactos identificados, estão sofrimento emocional, isolamento social, dificuldades de aprendizagem e prejuízos à permanência escolar. Os estudos evidenciam que a prevenção requer políticas institucionais permanentes, formação continuada, apoio aos profissionais, condições adequadas de trabalho, identificação oportuna das ocorrências, participação das famílias e práticas pedagógicas inclusivas. Conclui-se que o enfrentamento do bullying constitui responsabilidade institucional, coletiva e intersetorial, envolvendo poder público, sistemas de ensino, instituições escolares, famílias e comunidade na efetivação dos direitos assegurados.
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