PROTOCOLO METODOLÓGICO PARA INTERVENÇÃO EXTENSIONISTA UNIVERSITÁRIA EM CONFERÊNCIAS LIVRES MUNICIPAIS SOBRE OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: APLICAÇÃO EM DIVINÓPOLIS (MG)
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-033Palavras-chave:
Agenda 2030, Extensão universitária, Curricularização da extensão, Protocolo metodológico, Conferência Livre MunicipalResumo
Este artigo descreve um protocolo metodológico replicável de intervenção extensionista universitária para qualificar a participação de municípios médios brasileiros em Conferências Livres sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Trata-se de pesquisa aplicada, com abordagem qualiquantitativa, fundamentada em sistematização de experiência extensionista. O protocolo, estruturado em quatro fases sequenciais, integra diagnóstico territorial multinível baseado em cinquenta indicadores oficiais nas escalas Brasil, Minas Gerais e Divinópolis; análise sistemática das proposições nacionais consolidadas na plataforma Brasil Participativo segundo procedimento adaptado das diretrizes Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA); curadoria temática orientada por critérios explícitos de territorialidade e relevância pública; e tradução do diagnóstico em palestra propositiva e em doze perguntas orientadoras para o trabalho de grupo. O protocolo foi aplicado durante a preparação da 1ª Conferência Livre Municipal de Divinópolis sobre os ODS (15 de maio de 2026) e os resultados estatísticos da aplicação indicam tipificação consistente dos quinze municípios pares de Minas Gerais em três clusters distintos (95,4% da variância explicada pelos dois primeiros componentes principais); validação aceitável do inventário pecuário municipal de gases de efeito estufa em comparação ao Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (correlação de Pearson de 0,9947; p<0,001); e distribuição federativa das proposições significativamente diferente do esperado pela população (qui-quadrado = 78,33; p<0,001). Conclui-se que o protocolo é tecnicamente replicável, articula ensino, pesquisa e extensão no marco da curricularização e oferece dispositivo operacional para a territorialização da Agenda 2030 em municípios médios brasileiros.
Downloads
Referências
Avritzer, L. Conferências nacionais: ampliando e redefinindo os padrões de participação social no Brasil. Texto para Discussão IPEA, Rio de Janeiro, n. 1739, 2013. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/1414. Acesso em: 17 jun. 2026.
Balduino Junior, A. L.; Suruagy, M. V. T.; Moura, V. M.; Pereira, V. V.; Oliveira, M. D. S.; Pinheiro, M. S. S.; Souza, D. V.; Mangoni, S. S.; Cerqueira, H. G.; Corrêa, R. B.; Maia, L. A.; Biegelmeyer, U. H.; Santos, C. D.; Souza, C. M. V.; Matias, J. T.; Pedro, A. M. Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a preservação ambiental no Brasil. Revista DCS, v. 22, n. 81, e3136, 2025.
BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Superior. Resolução nº 7, de 18 de dezembro de 2018: estabelece as Diretrizes para a Extensão na Educação Superior Brasileira e regimenta o disposto na Meta 12.7 da Lei nº 13.005/2014, que aprova o Plano Nacional de Educação - PNE 2014-2024. Brasília, DF: MEC/CNE/CES, 2018. Disponível em: https://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/55877808. Acesso em: 17 jun. 2026.
BRASIL. Presidência da República. Secretaria-Geral. Decreto nº 12.345 de 2025: convoca a 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Brasília, DF: Presidência da República, 2025. Disponível em: https://brasilparticipativo.presidencia.gov.br/processes/Conf-Nacional-ODS. Acesso em: 17 jun. 2026.
BRASIL. Presidência da República. Secretaria-Geral. 1ª Conferência Nacional dos ODS — documento orientador. Brasília, DF: Presidência da República, 2026. Disponível em: https://brasilparticipativo.presidencia.gov.br/processes/Conf-Nacional-ODS. Acesso em: 17 jun. 2026.
Cerri, C. C.; Maia, S. M. F.; Galdos, M. V.; Cerri, C. E. P.; Feigl, B. J.; Bernoux, M. Brazilian greenhouse gas emissions: the importance of agriculture and livestock. Scientia Agricola, v. 66, n. 6, p. 831-843, 2009. DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-90162009000600017.
DECIDIM ASSOCIATION. Decidim platform documentation: GraphQL API and participatory processes. Barcelona: Decidim Association, 2024. Disponível em: https://docs.decidim.org. Acesso em: 17 jun. 2026.
Faria, C. F.; Lins, I. L. Mudaram as conferências nacionais? Lua Nova: Revista de Cultura e Política, São Paulo, n. 90, p. 359-388, 2013. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-64452013000300013.
Fausto, J. P.; Pereira, V. V.; Leite, I. B.; Duarte, F. A. O.; Cavalcanti, R. S.; Druzian, M. E. B.; Monteiro, F. K. B. O.; Santos, R. P.; Pessoa, D. L. R.; Pinheiro, M. S. S.; Silva, J. V.; Dornelas, C. S. M.; Alves, J. S.; Resende, S. C. P.; João, B. N.; Botelho, L.; Albuquerque, A. R. Meio Ambiente e Sustentabilidade: a Política Nacional de Resíduos Sólidos como ferramenta da promoção do desenvolvimento sustentável. Veredas do Direito, v. 23, e235330, 2026.
IBGE — INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Divisão regional do Brasil em regiões geográficas imediatas e intermediárias 2017. Rio de Janeiro: IBGE, 2017. Disponível em: https://www.ibge.gov.br. Acesso em: 17 jun. 2026.
IBGE — INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Produção da Pecuária Municipal — PPM 2023. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. Disponível em: https://sidra.ibge.gov.br. Acesso em: 17 jun. 2026.
IBGE — INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Estimativas da população residente nos municípios brasileiros 2024. Rio de Janeiro: IBGE, 2024. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/9103-estimativas-de-populacao.html. Acesso em: 17 jun. 2026.
IPCC — INTERGOVERNMENTAL PANEL ON CLIMATE CHANGE. 2019 Refinement to the 2006 IPCC Guidelines for National Greenhouse Gas Inventories: Volume 4 — Agriculture, Forestry and Other Land Use. Geneva: IPCC, 2019. Disponível em: https://www.ipcc-nggip.iges.or.jp. Acesso em: 17 jun. 2026.
IPEA — INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA. Agenda 2030 no Brasil: estado da arte da implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Brasília, DF: IPEA, 2024. Disponível em: https://www.ipea.gov.br. Acesso em: 17 jun. 2026.
Page, M. J. et al. The PRISMA 2020 statement: an updated guideline for reporting systematic reviews. BMJ, v. 372, n. 71, 2021. DOI: https://doi.org/10.1136/bmj.n71.
Pereira, V. V. A 1ª Conferência Livre Municipal de Divinópolis dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): relato da articulação universidade–poder público–sociedade civil na construção territorial da Agenda 2030. Research, Society and Development, v. 15, n. 5, e11115551158, 2026. DOI: https://doi.org/10.33448/rsd-v15i5.51158.
Pogrebinschi, T.; Santos, F. Participação como representação: o impacto das conferências nacionais de políticas públicas no Congresso Nacional. Dados — Revista de Ciências Sociais, Rio de Janeiro, v. 54, n. 3, p. 259-305, 2011. DOI: https://doi.org/10.1590/S0011-52582011000300001.
R Core Team. R: a language and environment for statistical computing. Vienna: R Foundation for Statistical Computing, 2024. Disponível em: https://www.R-project.org. Acesso em: 17 jun. 2026.
SEEG — SISTEMA DE ESTIMATIVAS DE EMISSÕES E REMOÇÕES DE GASES DE EFEITO ESTUFA. Estimativas de emissões e remoções de gases de efeito estufa do Brasil 1970-2023. São Paulo: Observatório do Clima, 2024. Disponível em: https://seeg.eco.br. Acesso em: 17 jun. 2026.
Síveres, L. (org.). A extensão universitária como um princípio de aprendizagem. Brasília, DF: Liber Livro, 2013.
UNITED NATIONS. Transforming our world: the 2030 Agenda for Sustainable Development. New York: UN General Assembly, 2015. Resolution A/RES/70/1. Disponível em: https://sdgs.un.org/2030agenda. Acesso em: 17 jun. 2026.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Autores concordam com os seguintes termos:
a) Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a LicençaAttribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International, que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial na Revista SAS. A licença permite o uso, a distribuição e a reprodução irrestrita, em qualquer meio, desde que devidamente citada a fonte. Essa licença permite também que outros remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho para fins não comerciais, desde que atribuam a você o devido crédito e que licenciem as novas criações sob termos idênticos.
b) Não cabe aos autores compensação financeira a qualquer título, por artigos ou resenhas publicados na South American Sciences.
c) Os conceitos expressos nos artigos publicados na South American Sciences são de inteira responsabilidade de seus autores.

