Consumo de álcool e outras substâncias psicoativas entre universitários e a prática de binge drinking

Autores

  • André Tomaz Terra Júnior Doutor em Medicina (Clínica Cirúrgica) pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/Universidade de São Paulo (USP). Docente e Coordenador do Curso de Farmácia da FANORTE (Instituição de Ensino Superior de Cacoal -RO). E-mail: andretomaz@alumni.usp.br. https://orcid.org/0000-0001-7365-5284
  • Jéssica Castro dos Santos Mestre em Saúde e Educação pela Faculdade de Ribeirão Preto – UNAERP. Especialista em Terapia Intensiva pela Faculdade Inspirar. Coordenadora e Docente do curso de Bacharelado em Fisioterapia da Faculdade de Educação e Meio Ambiente – FAEMA. E-mail: jessica_castro08@hotmail.com. https://orcid.org/0000-0003-1534-8192
  • Leandro Fantin de Pontes Bacharel em Farmácia pela Faculdade de Educação e Meio Ambiente – FAEMA. E-mail: leandrofp89@gmail.com. https://orcid.org/0000-0002-6178-2582
  • Dione Rodrigues Fernandes Bacharel em Farmácia pela Faculdade de Educação e Meio Ambiente - FAEMA. E-mail: dionefernandes.claro@gmail.com. https://orcid.org/0000-0001-7349-3246
  • Diogo Martins Ribeiro Licenciado em Educação Física – Faculdade de Educação e Meio Ambiente – FAEMA. E-mail: diogoadmr@gmail.com. https://orcid.org/0000-0001-8345-753X

DOI:

https://doi.org/10.52755/sas.v2i2.105

Palavras-chave:

Binge Drinking, Alcoolismo, Intoxicação Alcoólica

Resumo

O álcool está entre as substâncias psicoativas mais consumidas entre os jovens universitários, representando um sério problema de saúde pública. A modalidade do consumo de álcool “Binge Drinking” é caracterizada pelo consumo em grande quantidade da substância em uma mesma ocasião. Diante do exposto, este estudo teve como objetivo verificar a prevalência e o padrão de consumo de álcool entre os acadêmicos de uma instituição particular de ensino superior situada no interior do estado de Rondônia. Adotou-se a metodologia de estudo transversal em que foi utilizada uma amostra de conveniência não probabilística. Aplicou-se um questionário estruturado com questões validadas para autopreenchimento. A associação entre variáveis foi aferida pelo teste qui-quadrado, assumindo-se o nível de significância de 5% (p <0,05). Foram analisados 525 questionários. Dentre os resultados encontrados nota-se que 46,1% dos acadêmicos consomem abusivamente bebidas alcoólicas, 38,2 % haviam bebido de forma agressiva e maciça pelo menos uma vez ao mês e 54,4% já haviam consumido bebidas alcoólicas antes de ingressar no ensino superior. Comparativamente aos homens, as mulheres representam o maior índice para consumo e consumo mais nocivo de álcool (69%). Na relação entre consumo de álcool e comportamento de risco, 58,3% dos universitários declararam que não usam preservativos nas relações sexuais, 13,7% tinham ingerido bebida alcoólica antes da relação sexual e 53,1% já tiveram mais de três parceiros sexuais. Em consonância com outros achados na literatura científica, este estudo indica a relação da prática de Binge Drinking com o aumento das chances de manifestação de problemas relacionados ao uso de álcool e a outros comportamentos de risco, principalmente entre acadêmicas. As diferenças do padrão de consumo entre os gêneros podem ser importantes em ações de prevenção mais eficazes sobre o uso de álcool entre os universitários.

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Publicado

2021-05-01

Edição

Seção

Artigos Originais (Farmácia)