EXPANSÃO DO ENSINO MÉDICO BRASILEIRO E OS DESAFIOS DA FORMAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA: UMA REVISÃO NARRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-115Palavras-chave:
Atenção Primária à Saúde, Educação Médica, Integração Ensino-Serviço-Comunidade, Saúde Coletiva, Sistema Único de SaúdeResumo
A expansão do ensino médico brasileiro tem intensificado debates sobre a qualidade da formação médica, a disponibilidade de cenários de prática e a capacidade das redes de saúde de responder às demandas do Sistema Único de Saúde (SUS). O estudo consiste em uma revisão narrativa da literatura, teórico-reflexivo de caráter qualitativo, cujo objetivo foi discutir os desafios da formação em Saúde Coletiva no Brasil diante da expansão dos cursos de Medicina. A pesquisa foi realizada entre fevereiro e abril de 2026, por meio de buscas nas bases científicas Scientific Electronic Library Online (SciELO), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE) e Google Scholar, contemplando artigos científicos que estivessem disponíveis gratuitamente na íntegra, documentos institucionais, legislações, relatórios técnicos e obras de referência relacionados à educação médica, Saúde Coletiva, Atenção Primária à Saúde (APS), currículo médico e integração ensino-serviço-comunidade, no idioma português e inglês. Identificadas 27 publicações potencialmente relevantes, das quais 12 compuseram o corpus analítico final. A análise permitiu organizar os achados em seis eixos: expansão do ensino médico, Saúde Coletiva no currículo, APS como cenário formativo, currículo oculto, preceptoria e perspectivas de qualificação da formação. O estudo evidenciou que a ampliação quantitativa de cursos e vagas não garante, isoladamente, qualidade formativa. Conclui-se que fortalecer a Saúde Coletiva exige integração curricular, valorização da APS, qualificação docente, preceptoria estruturada, avaliação dos cenários de prática e compromisso institucional com os princípios do SUS.
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