DA HERANÇA À PRODUÇÃO DE MUNDO: CULTURA AFRO-BRASILEIRA COMO FORMA HISTÓRICA DE ORGANIZAÇÃO SOCIAL
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-082Palavras-chave:
Capoeira, Cultura afro-brasileira, Irmandades, Memória, Organização social, TerreirosResumo
Este artigo defende que a cultura afro-brasileira não deve ser entendida como herança estática, folclore residual ou simples expressão simbólica, mas como forma histórica de organização da vida social negra. A partir de autores como Clóvis Moura, Muniz Sodré, Lucilene Reginaldo, Marina de Mello e Souza, Roberto Conduru, Leda Maria Martins, Josivaldo Pires de Oliveira e Luiz Augusto Pinheiro Leal, o texto analisa terreiros, irmandades, capoeira, festas e arte afro-brasileira como instituições de produção de memória, pertencimento, autoridade e territorialidade. Discute-se também o processo pelo qual a narrativa nacional expropria, estetiza e apaga essas práticas, convertendo-as em signos despolitizados de diversidade. A hipótese central é que a afro-brasilidade produz mundo, cidade e sociabilidade, em vez de apenas conservar tradições.
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Referências
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